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A ELETRÔNICA NAS
INVESTIGAÇÕES
De acordo com as leis vigentes do país, o uso de aparelhos de espionagem e
contra-espionagem (principalmente escutas telefônicas) constitui crime. Mas de
qualquer forma, vamos, não ensinar como se fabrica mas como, quando e onde
normalmente são utilizados estes aparelhos.
Apesar de a utilização de tais aparelhos requerer um investimento vultoso e
exigir técnica para utilizá-los, existem várias organizações policiais,
comerciais, industriais, embaixadas e Detetives Particulares que os utilizam,
alguns com fins de espionar e outros com o fim de contra-espionar.
Imagine essa cena: Em uma sala de conferências de uma grande empresa produtora
de aparelhos eletrônicos, os diretores da firma estão discutindo os planos do
mercado com vários engenheiros chefes, sem saberem que em um ramo de flores
colocados em uma mesa auxiliar, está ocultando um minúsculo microfone e um
transmissor de FM, os quais são ocultados engenhosamente no talo de umas as
flores.
Estacionado na rua, em frente ao edifício, se encontra um veículo que parece
pertencer à uma oficina de consertos de televisores. Mas no veículo é instalada
uma antena telescópica que é ligada a um receptor de FM muito sensível, que se
encontra na parte traseira do mesmo. |
Em seu posto de controle do receptor,
pode-se ver um homem sentado usando avental igual à dos reparadores de
televisores. Sem dúvida alguma este homem está praticando um dos
passatempos mais populares da atualidade, a espionagem industrial.
VARIEDADE DE USOS:
Os maiores usuários de equipamentos de vigilância são as agências
governamentais e corporações policiais. As empresas comerciais e os
detetives particulares utilizam estes equipamentos em pequena escala. É
muito comum as empresas contratarem detetives particulares para obterem
informações valiosas para seus negócios, sem citar as empresas que
compram tais equipamentos e realizam seus próprios serviços de
vigilâncias.
Felizmente, já existem maneiras de ganhar o jogo contra os espiões
industriais. Hoje já se encontram à venda no mercado, dispositivos
detectores de microfones ocultos, que também se utilizam de receptores
para verificar se existem ondas de rádio originárias do local “varrido”.
Também existem os emissores de sinal branco, que, quando instalados em
um ambiente, impedem a escuta e a transmissão de sinais de rádio dentro
daquele local.
As escutas, de que tanto se falam, constam de um microfone
ultraminiatura muito sensível, um transmissor de FM de micro potência e
uma pilha. Quase sempre é bem pequeno, para ser oculto com facilidade. O
seu alcance varia desde alguns metros a várias centenas de metros. Os
receptores para o conjunto são geralmente rádios portáteis
transistorizados de FM, modificados. Assim o receptor não chama a
atenção, pois parece um rádio portátil comum.
Também existem os aparelhos de escutas telefônicas, mais conhecidos como
“grampos” utilizados ilegalmente inclusive por alguns Detetives e outras
pessoas conhecidas como “arapongas” . Esses aparelhos normalmente são
micro-gravadores (utilizam fitas microcassete) com um pequeno
dispositivo ligado aos fios telefônicos que o acionam sempre que o
telefone grampeado é tirado do gancho. Hoje também já existem no mercado
aparelhos antigrampo que verificam se uma linha telefônica está
grampeada.
IMPORTANTE: Lembre-se que escuta telefônica clandestina É CRIME. Você só
poderá utilizar escuta telefônica quando o telefone a ser grampeado
PERTENCER AO SEU CLIENTE ou outra pessoa que seja proprietária da linha
AUTORIZE POR ESCRITO COM FIRMA RECONHECIDA EM CARTÓRIO, a acoplagem do
equipamento na linha.
Outro caso seria através de ordem judicial, mas nesse caso os grampos
são feitos por POLICIAIS CIVIS OU FEDERAIS responsáveis pelo caso.
No mercado de aparelhos eletrônicos para monitoração visual
(micro-câmeras), existem muitos itens dos mais variados tamanhos e
alcances, entretanto seus preços são inacessíveis para a maioria dos
detetives no Brasil, inclusive a importação ou a utilização de muitos
não é permitida pelas leis vigentes, sendo a maioria dos equipamentos
contrabandeada de outros países, principalmente de Israel e Japão. Isso
faz com que seus preços em dólar, sejam até cinco vezes maiores no
Brasil, em relação com o país fabricante.
Existem até mesmo aparelhos de criptografia celular, que podem
interceptar e gravar ligações de celulares analógicos e até mesmo
digitais. A simples posse de um aparelho como esse (que pode custar
entre US$ 6,000 e US$ 10,000) já se constitui crime segundo nossas leis.
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